sábado, 26 de fevereiro de 2011

Timão encara o lanterna Prudente e ‘seca’ rivais pela liderança do Paulista


De olho na liderança, o Corinthians encara o Grêmio Prudente neste sábado, às 18h30m (de Brasília), no estádio do Pacaembu, pela décima rodada do Campeonato Paulista. A confiança está na boa fase do atacante Liedson, que já marcou cinco gols em quatro jogos desde que voltou ao Brasil para vestir a camisa do Timão.

O atacante, aliás, foi o destaque da ascensão do time na tabela de classificação. Com quatro vitórias e um empate depois de eliminação precoce na Libertadores, o Timão foi a terceiro e pode chegar à ponta nesta rodada, torcendo também contra Palmeiras e Mirassol. Já o Grêmio Prudente é apenas o lanterna, com cinco pontos.

Flávio Rodrigues de Souza será o árbitro do duelo no estádio do Pacaembu. Ele será auxiliado por Jumar Nunes Santos e por Mauricio Helder Luiz Alexandrino.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Liedson: 'Ronaldo é insubstituível'


A camisa 9 do Corinthians está em boas mãos desde que Ronaldo anunciou a aposentadoria. Liedson vem dando conta do recado e animando a torcida. Apesar do sucesso ter chegado tão rápido no retorno ao Timão, o Levezinho, humildemente, nem sonha em ocupar o lugar do Fenômeno no coração da Fiel.

- O Ronaldo é insubstituível. Estou procurando o meu espaço, fazer o meu trabalho. Ele foi um jogador fantástico, todos reconhecem os dotes dele – afirmou.

Ronaldo será homenageado no domingo, antes do clássico contra o Santos, no Pacaembu. Os jogadores entrarão em campo vestindo uma camisa com a frase “R9 eternamente dentro dos nossos corações”. O ex-atacante confirmou que estará no estádio e deve até aparecer no gramado para ser saudado pelos torcedores.

- Eu acho que todas as homenagens são válidas pelo que ele fez. É uma pena ter parado tão novo, tão cedo – ressaltou Liedson.

Mas, quando a bola rolar, caberá ao Levezinho a missão de fazer os gols do Corinthians. Ele, aliás, reconhece a dura missão de ser ficar com a vaga do Fenômeno.

- Estou me sentindo bem, com uma responsabilidade maior. O número da camisa é indiferente. Quero estar sempre bem e ajudar meus companheiros dentro de campo – completou. Liedson, aliás, vem fazendo muito mais que Ronaldo em 2011. Em três jogos, o atacante já marcou quatro gols. Antes de se aposentar, o Fenômeno não conseguiu render. O craque disputou quatro partidas e não balançou as redes nenhuma vez.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ronaldo sobre o fim da carreira: 'Nos últimos dias chorei como neném'


Decepcionado com a eliminação do Corinthians na Taça Libertadores, Ronaldo vai parar. Aos 34 anos, o atacante confirmou ao Fantástico, neste domingo, que vai abandonar o futebol. O anúncio será feito oficialmente às 12h40m desta segunda-feira, no centro de treinamento do Corinthians.

- Nos últimos dias chorei como um neném - disse Ronaldo à jornalista Patrícia Poeta, do "Fantástico".

Com contrato até o fim do ano, o Fenômeno antecipou o adeus por dois motivos: 1) a Libertadores da América, que era a sua grande motivação para a última temporada, acabou antes mesmo de começar com a eliminação precoce do Corinthians ainda na primeira fase – a chamada Pré-Libertadores; 2) as condições físicas de Ronaldo já não são as melhores e ele teria sofrido uma lesão na semana passada.

- São as dores no corpo. A cabeça até quer continuar, mas o corpo não aguenta mais - completou o Fenômeno.

Um pouco mais cedo, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", ele já dava como certa a aposentadoria:

- Eu queria continuar, mas não consigo. Penso uma jogada, mas não executo como quero. Tá na hora. Mas foi lindo pra caramba.

No último sábado, o colunista Renato Maurício Prado, do jornal “O Globo”, já cogitava o fim da carreira do atacante ao escrever que faltava apenas um acerto entre o jogador e o presidente Andrés Sanches para resolver questões de acordos comerciais. Quando foi contratado, no fim de 2008, Ronaldo trouxe com ele muitos patrocinadores – e muito dinheiro – ao Parque São Jorge.


No retorno ao Brasil, o elenco do Timão sofreu com o protesto violento de parte da torcida. Torcedores foram à porta do CT xingar os jogadores, atirar pedras no ônibus e até para depredar carros de funcionários do clube. Ronaldo, como maior liderança da equipe, também foi o mais visado. Faixas pediam a sua saída e os muros do Parque São Jorge foram pichados com frases de ordem contra o atacante. Pelo Twitter, ele respondeu chamando os manifestantes de “vândalos”. Na ocasião, em entrevista exclusiva à TV Globo, Ronaldo disse que chegou a cogitar parar de jogar, mas que iria continuar.A decisão de que iria pendurar as chuteiras ganhou força após a derrota para o Deportivo Tolima, no dia 2 de fevereiro, na cidade colombiana de Ibagué. O resultado, associado ao empate de 0 a 0 no primeiro jogo no Pacaembu, eliminou o Corinthians da possibilidade de conquistar o seu maior objeto de desejo: a Libertadores, único título que falta na galeria corintiana.

- Cogitei (parar), falei com a minha família e com alguns amigos e tomei a decisão de continuar porque é um momento difícil, mas tenho certeza que vamos dar a volta por cima mais uma vez para reverter esse quadro triste que estamos vivendo. Vou continuar e cumprir meu contrato dignamente e honrar a camisa do Corinthians até o final do ano.

Mas Ronaldo mudou de ideia.

corinthians ronaldo protesto torcida (Foto: Marcos Ribolli/ GLOBOESPORTE.COM)




Neste meio tempo, Roberto Carlos, amigo pessoal do Fenômeno, também deixou o Corinthians, ao rescindir com o Timão e assinar com o Anzhi Makhachkala, da Rússia. O lateral conseguiu um contrato de R$ 22 milhões por duas temporadas. Mas, além do dinheiro, Roberto usou como argumento a pressão que vinha sofrendo de torcedores. Segundo ele, alguns corintianos chegaram a perseguir seu carro e o ameaçá-lo.

Na última semana, Ronaldo também sentiu uma fisgada muscular durante um treinamento. Já com 34 anos de idade, ele sabe que não tem mais o poder de recuperação que tinha quando era mais novo e que o fez protagonizar diversos casos de superação, principalmente nas oito vezes que precisou ser submetido a cirurgias.

A coletiva desta segunda-feira servirá para Ronaldo se despedir dos corintianos e dos brasileiros, mas também para esclarecer alguns pontos. Como muitos contratos publicitários do clube estão atrelados a ele, é possível que siga, de alguma forma, ligado ao Timão.

Será o último dia da carreira vitoriosa de um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Para ser Fenômeno, ele jogou quatro Copas do Mundo e ganhou duas, foi três vezes eleito o melhor do planeta e tem o nome escrito no livro dos recordes como o maior goleador das Copas.

Patrocínios do Timão vão diminuir, mas Ronaldo deve seguir parceiro


Com a aposentadoria de Ronaldo, os contratos de patrocínio do Corinthians vão diminuir. Isso é fato. Os novos valores, porém, ainda não foram divulgados. Mas ao que tudo indica, o Fenômeno não deixará de ser um parceiro do Timão. Aliás, o atacante sempre disse que seria um eterno colaborador do clube.

Mas qual será a nova função de Ronaldo? Ainda não está definida. Durante esta semana, o staff do jogador irá se reunir com a diretoria corintiana e também com representantes da Hypermarcas (patrocinadora majoritária do clube) para saber qual será a estratégia a partir de agora, como explorar a imagem do craque.

A prioridade na reunião, porém, é alinhar a mudança no contrato de patrocínio. O atual acordo prevê o pagamento anual de aproximadamente R$ 50 milhões. Mas o principal atrativo dessa relação era Ronaldo. Com sua saída, o Corinthians, obviamente, deixará de ter uma receita tão “gorda” quanto antes.

De qualquer maneira, a Hypermarcas pretende ainda explorar a imagem do Fenômeno junto com o Corinthians. Só que em menor escala. Até porque as pessoas envolvidas nessa negociação acreditam que Ronaldo, mesmo aposentado, continuará sendo notícia pelo mundo. Até pela comoção de sua aposentadoria.

As conversas para essa continuidade ainda estão em fase embrionária. Serão levadas a um patamar mais concreto nos próximos dias. Mas nesta segunda-feira, o atacante já deve anunciar que segue como parceiro do clube. Mas agora com ações fora de campo, como literalmente garoto-propaganda.

Aplaudido de pé, Ronaldo discursa para o elenco em sua despedida


A emoção começou cedo no Corinthians nesta segunda-feira. No dia em que vai anunciar sua aposentadoria, Ronaldo chegou ao treinamento da equipe por volta das 10h30m, acompanhado dos filhos Ronald e Alex, e comoveu todo o elenco alvinegro. Vestido com um traje casual, o Fenômeno reuniu todos os jogadores no banco de reservas e fez um discurso.

Em seguida, cada jogador e membros da comissão técnica e da diretoria abraçaram o craque, que vai anunciar sua aposentadoria em coletiva às 12h40m.Por alguns minutos, o camisa 9 falou e gesticulou bastante. Atentos, atletas, comissão técnica e diretoria ouviram o maior artilheiro das Copas do Mundo. Ao final, em uma cena emocionante e que representa bem o respeito que todos têm pelo Fenômeno, todos se levantaram e o aplaudiram.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Agente: acerto de Roberto Carlos na Rússia não está sacramentado


Apenas um detalhe contratual separa Roberto Carlos de ser anunciado oficialmente como reforço do Anzhi Makhachkala-RUS. O jogador e o empresário Fabiano Farah esperam entrar em acordo com o clube russo nesta segunda-feira para viajarem a Ankara, na Turquia, onde o elenco faz a pré-temporada.

Segundo o agente, depois de o lateral-esquerdo assinar a rescisão contratual com o Corinthians, os russos enviaram a proposta em papel timbrado e a minuta do contrato a ser assinado. Farah pediu pequenas alterações no vínculo, que deverão ser respondidas pelos dirigentes europeus no começo da semana.

- Tivemos um princípio de entendimento, mas tudo vai depender da segunda-feira. Evoluindo como deve ser, quarta ou quinta-feira vamos viajar para a Europa – disse Farah, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.

Aos 37 anos, Roberto Carlos deve assinar com o Anzhi por duas temporadas e meia. Os valores do contrato não foram revelados, mas giram em torno de R$ 22 milhões. A tendência é que o jogador encerre a carreira no Velho Continente, principalmente depois da turbulenta saída do Corinthians nesta semana.

Após dizer que estava sendo perseguido e recebendo ameaças da torcida, Roberto Carlos não deseja atuar por outro clube brasileiro. Além do montante oferecido pelos russos, o jogador ficou preocupado com a segurança da família no Brasil. O lateral teve sondagens de outras equipes do país. Flamengo e Palmeiras surgiram como interessados. Ele também recebeu três ofertas de clubes do Oriente Médio, duas dos Estados Unidos e uma da Austrália.

- Impossível (jogar por outro time do Brasil). Hoje, o coração do Roberto é corintiano. O único time que ele jogaria é o Corinthians – prometeu Farah.

O Anzhi Makhachkalala é um clube sem tradição e de pouco destaque: foi fundado em 1991 e passou a maior parte de sua história disputando divisões inferiores da Liga Russa. O clube foi comprado em janeiro de 2011 pelo bilionário Suleyman Kerimov, um dos 150 homens mais ricos do mundo, segundo a "Forbes". No ano passado, conseguiu voltar, após sete anos de ausência, ao principal campeonato nacional.

- Fiquei impressionado com o projeto. É muito ambicioso – completou o empresário.

Representante do Anzhi vem ao Brasil para acertar com Roberto Carlos


Um representante do clube russo Anzhi Makhachkala-RUS viajou às pressas ao Brasil para acertar a contratação do lateral-esquerdo Roberto Carlos, que rescindiu contrato com o Corinthians. Segundo o jornal o jornal "Sovetski Sport", o representante da equipe vem ao Brasil para definir os detalhes do contrato com os empresários do jogador, de 37 anos.

O Anzhi estaria disposto a oferecer 5 milhões de euros (R$ 11,2 milhões) por ano a Roberto Carlos, num contrato de dois anos, de acordo com o diário russo "Sport-Express". No entanto, outras fontes falam que o novo proprietário do clube, o bilionário Suleiman Kerimov - um dos homens mais ricos da Rússia, com fortuna estimada em US$ 14,5 bilhões -, estaria disposto a bancar até 6,5 milhões de euros (R$ 14,6 milhões) por ano pelo brasileiro.

Aos 37 anos, Roberto Carlos deve assinar com o Anzhi por duas temporadas e meia. A tendência é que o jogador encerre a carreira no Velho Continente, principalmente depois da turbulenta saída do Corinthians nesta semana.

Após dizer que estava sendo perseguido e recebendo ameaças da torcida, Roberto Carlos não deseja atuar por outro clube brasileiro. Além do montante oferecido pelos russos, o jogador ficou preocupado com a segurança da família no Brasil. O lateral teve sondagens de outras equipes do país. Flamengo e Palmeiras surgiram como interessados. Ele também recebeu três ofertas de clubes do Oriente Médio, duas dos Estados Unidos e uma da Austrália.

Embalado, Timão visita o estático Paulista para colar nos líderes


O embalo do Corinthians vai encontrar o estático Paulista. Neste domingo, às 17h (de Brasília), no estádio Jaime Cintra, em Jundiaí, as duas equipes duelam pela oitava rodada do Campeonato Paulista. Enquanto Timão vem de duas vitórias seguidas, o Galo está há cinco jogos sem saber o que é vencer.

Essa situação, aliás, está clara na tabela de classificação. Até porque o Timão, com um jogo a menos, aparece na zona de classificação, podendo até se aproximar dos líderes caso mantenha o mesmo ritmo. Já o Paulista, com oito pontos, está entre a zona de rebaixamento e o G-8, sem conseguir avançar muito.

A arbitragem da partida será de Marcio Henrique de Gois, que será auxiliado por Caio Mesquita de Almeida e Vitor Carmona Metestaine. O duelo terá transmissão ao vivo da TV Globo para os estados de São Paulo, Tocantins e Mato Grosso do Sul.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Fora do Corinthians, Roberto Carlos tem portas abertas por Felipão


Roberto Carlos acertou sua saída do Corinthians, depois de se sentir inseguro com as ameaças frequentes que sucederam a eliminação corintiana na Taça Libertadores da América. Enquanto isso, no Palmeiras, o técnico Luiz Felipe Scolari não tira o olho da situação e abre as portas para o velho amigo, com quem foi campeão do mundo em 2002. Apesar de julgar uma transferência impossível, por conta dos valores envolvidos, Felipão faz questão de dizer que sempre haverá espaço para um lateral como Roberto no elenco.

- Roberto Carlos é bem-vindo sempre, com a boca grande que ele tem para falar bobagem e tudo mais (risos). Se não fosse para jogar bola, que fosse para contar histórias para nós. Ele ainda joga bola em qualquer clube do Brasil, do mundo, tem uma saúde fantástica. Em qualquer time que eu estiver, com a qualidade dele e condição física, sempre seria e será benvindo - destacou o técnico do Verdão.

A situação de Roberto no Corinthians não é fácil. Depois de um 2010 acima da média, ele começou 2011 mais devagar e acabou crucificado pela torcida como um dos culpados pela eliminação na Libertadores. Hoje, duas equipes já demonstraram interesse pelo astro: Los Angeles Galaxy-EUA e Anzhi Makhachkala-RUS.

No entanto, a realidade financeira do Palmeiras não permite contratações tão caras. No Timão, Roberto só tinha salário menor que o de Ronaldo. Sabedor disso, Felipão aprova a política palmeirense, que, com o novo presidente Arnaldo Tirone, consiste em reduzir os gastos e controlar as dívidas do clube.

- Em relação a contratações, precisamos manobrar de tal forma que possamos respirar no futuro. Temos de compor, se tiver a saída de algum jogador, que possamos contratar algum outro. Temos de compor com a direção - disse o técnico.

Além de ser identificado com Felipão, Roberto também já tem história no Palmeiras. Entre 1992 e 95, ele foi o camisa 6 da equipe que ganhou dois títulos paulistas, dois brasileiros e um do Torneio Rio-São Paulo. Ele foi negociado com o Inter de Milão-ITA, e dali para Real Madrid e Fenerbahçe-TUR, antes de retornar para o Brasil.

Roberto Carlos está fora do Timão


Acabou nesta sexta-feira a história do lateral-esquerdo Roberto Carlos no Corinthians. Com medo das constantes ameaças que vem recebendo desde que o Timão foi eliminado da Taça Libertadores pelo Tolima-COL, há pouco mais de uma semana, o jogador se reuniu com a diretoria do clube e o agente Fabiano Farah, no Parque São Jorge, e pediu seu desligamento.

O Corinthians ainda não anunciou oficialmente o fim do vínculo por restarem detalhes no rompimento de acordos comerciais. O jogador tem participação na venda de bonecos e de uma linha de carnes, comercializada na Turquia. A confirmação virá na manhã de sábado, em entrevista coletiva do presidente Andrés Sanches, no CT Joaquim Grava.

Nos últimos dias, o pentacampeão revelou que não se sente mais seguro e tranquilo para seguir vestindo a camisa alvinegra até o encerramento do contrato, em 31 de dezembro de 2011. Ele contou que vinha recebendo telefonemas anônimos e que seu carro era seguido por motocicletas pelas ruas da capital paulista, apesar de ter seguranças particulares.

Nos bastidores, porém, comenta-se que a alegação do atleta seja apenas uma desculpa para aceitar propostas milionárias recebidas recentemente. Los Angeles Galaxy-EUA e o Anzhi Makhachkala-RUS surgiram como prováveis destinos do lateral. Caso as conversas não avancem, o jogador não descarta pendurar as chuteiras. Aos 37 anos, ele admitiu no início de 2011 que faria uma avaliação em outubro para decidir se pararia de atuar ou se continuaria por mais uma temporada.

Roberto Carlos iniciou o ano em alta, marcando um gol olímpico logo no primeiro jogo do ano, contra a Portuguesa, no Pacaembu. Entretanto, aos poucos, foi caindo de rendimento e cometeu erros tolos, pouco comuns em sua carreira. Para piorar, a pequena lesão sofrida na coxa direita durante a reta final do Brasileirão 2010 não foi cicatrizada.

Foi ela, aliás, que deu início a toda a confusão com os torcedores. Na antevéspera da partida em Ibagué, Roberto não se sentiu confiante para jogar o decisivo duelo e acabou barrado por Tite, dando lugar a Fábio Santos. No entanto, já no retorno ao Brasil, treinou normalmente no CT Joaquim Grava e abriu margem para dúvidas sobre a veracidade do problema físico.

Os protestos de quinta, sexta e sábado da semana passada só serviram para alimentar o desejo de Roberto Carlos partir. O ápice da revolta do atleta aconteceu quando ele, Ronaldo, Dentinho e Paulo André foram treinar em uma academia de um shopping, em São Paulo, no úitmo sábado, enquanto o ônibus do time era apedrejado no CT Joaquim Grava. Membros de uma das torcidas organizadas ligadas ao clube perceberam e chamaram outras pessoas para tentarem agredir os atletas. Roberto Carlos chegou ao Corinthians no início de 2010 por influência do amigo Ronaldo. No ano passado, foi eleito o melhor lateral-esquerdo do Campeonato Brasileiro. Em 64 partidas, marcou cinco gols.

Andrés Sanches afirma que dinheiro pesou mais para Roberto Carlos


O dinheiro pesou mais na decisão de Roberto Carlos. Essa é a posição do presidente do Corinthians, Andrés Sanches. Em entrevista coletiva neste sábado, no CT Joaquim Grava, o mandatário alvinegro falou sobre a saída do lateral-esquerdo e afirmou que o clube ofereceu toda a segurança necessária ao jogador, que alegou ter sido alvo de ameaças de torcedores após a eliminação na Libertadores.

- Não estou decepcionado. Até porque o futebol é dinâmico. Não foi o primeiro, nem será o último. Demos toda a segurança, mas ele tem as razões dele e também uma proposta milionária. Quando há uma proposta excelente, não dá para segurar ninguém. Para o Corinthians é uma grande perda, mas o clube segue e a vida continua – declarou o presidente do Timão.

O presidente corintiano afirmou ainda que a negociação para a rescisão do jogador foi amigável. Nem o Timão nem o jogador tiveram de desembolsar algum dinheiro.- O Roberto Carlos não está deixando o clube apenas pela pressão. É de tudo um pouco. Tem as ameaças, a família, os filhos e uma proposta milionária – completou Andrés Sanches.

- Não conversei com ele, mas a diretoria de futebol falou e resolveu tudo de forma amigável. Nós não vamos pagar nada. E nem ele. No futebol é assim. Amanhã vai chegar proposta por outro e vai sair. Não tem como – acrescentou o presidente.

Sem querer dar muita importância às ameaças da torcida a Roberto Carlos, Andrés Sanches apenas lamentou que a imagem do Corinthians seja associada a essas problemas.

- Tivemos três anos e meio mais tranquilos, mesmo que sem muitos títulos, mas infelizmente a pressão veio agora. Sou liberal e concordo que haja protesto, mas obviamente que quando há violência tudo dificulta. Atrapalha a relação com os jogadores, com os patrocinadores e lá fora também – finalizou Andrés Sanches.

Roberto Carlos deixa o Corinthians depois de um ano e dois meses de contrato. Com a camisa do Timão, ele fez 64 partidas e cinco gols.

Desgastados, Corinthians e Roberto fazem acordo que agrada a ambos


O melancólico fim da passagem de Roberto Carlos pelo Corinthians já é encarado de uma outra forma pela cúpula alvinegra. De decepcionados pelo comportamento do jogador nas últimas semanas, Andrés Sanches e seus pares se animam com o alívio no caixa. Enquanto Roberto Carlos ficará alguns milhões mais rico, provavelmente atuando no futebol russo, o Timão economizará mais de R$ 4 milhões até o fim do ano com os salários de um jogador que não era mais unanimidade no Parque São Jorge. O que fazer com o dinheiro? Buscar reforços.

O casamento começou a ruir muito antes da eliminação na Taça Libertadores para o desconhecido Tolima. Em outubro do ano passado, durante a seca de sete partidas sem vencer no Brasileirão, torcedores do Corinthians foram ao CT Joaquim Grava cobrar os jogadores. Roberto Carlos aceitou conversar com os membros das organizadas ligadas ao clube, mas jurou que não aceitaria ameaças e prometeu ir embora se elas acontecessem.

O clima ruim foi amenizado no fim do ano com a eleição dele como o melhor lateral-esquerdo do torneio. Entretanto, dias depois, Roberto recebeu os primeiros contatos de empresários europeus interessados em levá-lo à Rússia por um caminhão de dinheiro. A classificação para a Libertadores, porém, impediu qualquer acordo naquele momento. O jogador pediu alguns meses de espera aos agentes antes de dar o “sim”. A intenção era deixar o Corinthians com o título mais importante das Américas e idolatrado pela segunda maior torcida do país. Não deu.

Os protestos dos torcedores no retorno da delegação ao Brasil serviram como desculpa. Roberto Carlos sequer estava no ônibus apedrejado pelos torcedores no sábado passado, na porta do CT Joaquim Grava. Ele, Dentinho, Ronaldo e Paulo André foram a academia de um shopping de São Paulo, mas não escaparam dos protestos. Na saída, torcedores se aglomeraram próximos aos atletas para cobrar empenho. Apesar das ameaças, ninguém foi agredido.

A perseguição de motocicletas ao carro dele e as ligações anônimas usadas pelo lateral como a “gota d’água” para ir embora também geraram dúvidas. A empresa que faz a segurança diária do pentacampeão pelas ruas da capital paulista desconhece qualquer aproximação no trânsito. Isso, aliás, alimentou a desconfiança de conselheiros e pessoas próximas a Sanches. Roberto estaria forçando a barra para sair.

- Se ele está sendo ameaçado tem que avisar à polícia e não querer ir embora. Não acredito que a torcida faria isso – disse um membro do grupo do presidente.

As atitudes de Roberto Carlos nas últimas semanas começaram a irritar a diretoria. Primeiro, pela não atuação diante do Tolima, na Colômbia, sob a alegação de não se sentir confiante devido a uma pequena lesão na coxa direita. No retorno ao Brasil, o jogador concedeu entrevistas garantindo ter um problema crônico no local machucado. No entanto, horas depois, apareceu treinando normalmente no Parque Ecológico do Tietê. As confusões continuaram com discursos de despedidas seguidos de promessas de cumprir normalmente o contrato.

Apesar de ter sido o melhor lateral-esquerdo Brasileirão, Roberto Carlos estava longe de ser unanimidade, principalmente na comissão técnica. Tite entendia que o jogador não tinha a mesma força ofensiva e se apresentava poucas vezes à linha de fundo. Sem um meio de campo criativo pela baixa de Bruno César, o treinador dependia das laterais para atacar. O pentacampeão também tinha suas reclamações e não concordou como ficou exposto pelo técnico no episódio de seu corte da relação de titulares, em Ibagué.

Ninguém no Corinthians chora mais pela saída de Roberto. O Timão economizará mais de R$ 4 milhões somente de salários. O lateral, sem o mesmo apelo midiático de Ronaldo, também não trouxe o retorno esperado em publicidade. As campanhas como a venda de bonecos dele e de uma linha de carnes, comercializada também na Turquia, também não vingaram.

Com a rescisão, o Corinthians poderá investir o montante em outras posições carentes. O gerente de futebol William Machado já adiantou que o clube pretende buscar peças de renome para a zaga e o meio de campo, setores mais carentes detectados por Tite. Roberto deve viajar ainda nesta semana para se apresentar ao desconhecido Anzhi Makhachkala-RUS. Na conta, mais de R$ 15 milhões por um ano de contrato. Muito dinheiro para garantir uma gorda aposentadoria a partir de 2012.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Após fama e dinheiro, Liedson muda o objetivo: 'Vim para ganhar títulos'


Ídolo do Sporting, duas vezes artilheiro do Campeonato Português, uma Copa do Mundo no currículo, e Liedson quer mais. Na meteórica carreira de um ex-empacotador de supermercados na Bahia que virou um poderoso atacante, faltam títulos. Esse foi um dos motivos que, aos 33 anos, fizeram com que apostasse no retorno ao Corinthians.

- Apesar dos meus sete anos e meio em Portugal, de ter feito boas temporadas, ser duas vezes artilheiro, nunca ganhei títulos de expressão. A única mágoa que levo é nunca ter sido campeão nacional lá ou de uma competição de expressão. Temos duas para jogar aqui. Vim para ganhar títulos - afirmou.

O atacante, porém, já levantou uma taça jogando pelo Corinthians. Em 2003, foi um dos principais destaques na campanha do título paulista, derrotando o São Paulo na final. Na Europa, foi campeão da Taça de Portugal (temporadas 2006/07 e 2007/08), além da Supertaça de Portugal (2006/07).

Mesmo não tendo conquistado o Campeonato Português, Liedson deixou Lisboa idolatrado pela torcida. Na última sexta-feira, vestiu a camisa do Sporting pela última vez, arrancou aplausos dos torcedores e caiu no choro.

- Sinceramente, não esperava como foi. Claro que eu sabia do carinho especial pelo que fiz pelo clube. São sete anos e meio, sempre bem, fazendo gols. Realmente, não esperava. Sou muito grato ao clube. Isso vai ficar para sempre no meu coração. Mas agora são outras cores, e vamos em frente - ressaltou.

O atacante busca inspiração no ótimo desempenho que teve no Corinthians em 2003. Foram 22 gols em 33 partidas, rendimento que despertou o interesse dos clubes europeus. Nada melhor do que resgatar o período em que ajudou o Timão a derrubar o rival e conquistar mais um estadual.

- Eu lembro de tudo, do primeiro dia que cheguei ao Parque São Jorge até o dia da minha saída. Lembro dos jogos, de ser campeão contra o São Paulo. A torcida foi maravilhosa. É sempre bom rever a torcida e os amigos. Agora, vamos começar trabalhar - completou.

Com baixa média de gols em 2011, Tite cobra mais do setor de criação



Jogar com três atacantes, sendo um deles o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, não é sinônimo de gols. Depois de sete partidas em 2011, o Corinthians tem média de apenas um por jogo. Apesar da chegada de Liedson para resolver os problemas do setor ofensivo, o técnico Tite divide a culpa do baixo aproveitamento com o meio de campo.

- O índice é baixo. Nós precisamos melhorar e esse ajuste reflete na criação. É o primeiro estágio. Depois, vem a conclusão – reconheceu o treinador.

Dos cinco jogos disputados pelo Paulistão (tem duas rodadas de atraso), o Corinthians só anotou mais de um gol em uma mesma rodada duas vezes – Portuguesa (2 a 0) e São Bernardo (2 a 2). No principal torneio do ano, vexame. O Timão não balançou as redes em nenhum dos confrontos contra o Tolima. Como foi derrotado por 2 a 0, na Colômbia, disse adeus à competição de forma melancólica. A situação é tão complicada que nenhum jogador anotou mais de um gol na temporada. Dos sete que marcaram, apenas dois são atacantes – Dentinho e Jorge Henrique. Os outros são os laterais Roberto Carlos e Alessandro, o volante Paulinho, além dos meias Danilo e Ramírez.

Tite, aliás, optou por reforçar o meio de campo na última rodada. O treinador abandonou a formação com três atacantes e escalou os armadores Danilo e Ramírez, com Jorge Henrique e Edno mais avançados. Para enfrentar o Ituano, nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Pacaembu, a única mudança será a possível entrada de Liedson.

O atacante chega credenciado pelo sucesso que teve no clube em 2003 e pelos sete anos e meio de idolatria que construiu no Sporting-POR. Famoso pela velocidade e oportunismo na área, o jogador acredita que não precisará de muito tempo para se adaptar ao clube e já sonha com gols.

- Não vai haver problemas com a adaptação. Ganhei mais experiência e aprendi a jogar o futebol europeu, com muita força e mais marcação. Fui contratado para jogar e espero fazer muitos gols – afirmou.

Tite evita lamentação por não ter Liedson na Libertadores

Liedson estreou em grande estilo com a camisa do Corinthians. Com apenas um treino, o atacante foi escalado como titular e não decepcionou: fez os dois últimos gols do Timão na goleada por 4 a 0
sobre o Ituano, nesta quarta-feira, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista. Apesar da empolgação com o jogador, o técnico Tite prefere não lamentar a ausência dele na prévia da Taça Libertadores.

- É um fato real, eu gostaria de ter (na Libertadores). Eu e a direção estivemos envolvidos para trazer, mas só se oportunizou agora. Tínhamos dois ou três jogadores fechados, mas, no último momento, a negociação deu para trás. Às vezes, não é como nós queremos – afirmou.

O treinador se mostrou satisfeito com a primeira exibição do Levezinho. Ele acredita que a passagem do atacante pelo Corinthians em 2003 o ajudará a se readaptar mais facilmente ao clube nesta temporada.

- A direção e eu sempre colocamos a necessidade de um atacante de movimentação para jogar com o Ronaldo ou quando ele não estivesse. Um jogador com esse peso, com essa qualidade e experiência. Ainda mais um jogador identificado fica mais fácil de ter entrosamento e um
desempenho normal.

Apesar dos gols de Liedson, Tite destaca Ronaldo e quer os dois juntos


Liedson teve uma estreia animadora pelo Corinthians, mas isso ainda não foi suficiente para o técnico Tite deixar Ronaldo de lado. Mesmo não tendo previsão para escalar o Fenômeno novamente, o treinador destaca a importância dele para o elenco e admite que os jogadores devem atuar juntos assim que o craque estiver liberado.

- Queremos o retorno. O Ronaldo é diferente. Em quatro bolas, uma ele vai guardar, duas vai dar de assistência – afirmou.

Tite, aliás, evita fazer projeções sobre o que poderá acontecer com Ronaldo e Liedson juntos. O treinador admite que a tendência é de que eles formem a dupla de ataque alvinegra. Com isso, Jorge Henrique e Dentinho devem começar a se preocupar. Ambos podem ir para o banco de reservas em breve.

- Eu aprendi a viver um dia depois do outro. Agora, vou pensar no jogo contra o Paulista (domingo). Mas o Ronaldo é pivô e o outro é de movimentação. Fica fácil assim – ressaltou.

Ronaldo foi tirado de combate desde a eliminação na Libertadores. Na explicação da comissão técnica, o jogador passa agora por um processo de recondicionamento físico, sem qualquer ligação com os protestos feitos pela torcida na semana passada. Ainda não há previsão para que ele retorne ao time. - Não vou cobrar nada diferente do Ronaldo. Hoje, ele é pivô. Ele, Roberto e Dentinho precisam se recondicionar porque apressamos o processo para a Libertadores. Agora, vamos trazê-los com um plano melhor, com o equilíbrio da equipe – completou.

Após pior público em 20 meses, Tite diz que vitórias trarão torcida de volta


A tristeza pela eliminação na Taça Libertadores e a pouca importância da partida contra o Ituano afastaram a torcida do Corinthians do Pacaembu na quarta-feira. Foi o pior público em uma partida do Timão no estádio desde junho de 2009. Para o técnico Tite, a melhora de rendimento e as vitórias vão resgastar os alvinegros novamente para as arquibancadas.

- Desempenho e resultados podem trazer o torcedor de volta - resumiu o comandante. Apenas 6.587 torcedores pagaram ingresso para ver o Corinthians fazer 4 a 0 sobre o Galo de Itu. O número só não é pior que os 5.735 que acompanharam a vitória por 2 a 0 contra o Coritiba, há 20 meses, pelo Brasileirão de 2009. Na ocasião, o Timão estava perto de decidir a Copa do Brasil diante do Internacional.